O meu amigo oculto ...

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Pedi ao meu grande amigo, o Dr. Olivieri di Macaubal , mais conhecido como Juca nas esbórnias etílicas do Helena e nas expedições putaneiras, digo pantaneiras, que me fizesse a gentileza de ler estas mal-traçadas linhas. Sem se fazer de rogado, aquiesceu de pronto o bom Doutor, e já que é assim prestatenção que eu vou deitar falação.

Conheço pouco o meu amigo oculto. Não sei se por isso dou graças , como também não sei se esse desconhecimento é mesmo uma desgraça.

O meu amigo oculto é admirado por todos, aliás muitíssimo admirado, e bota admirado nisso, disso eu tenho certeza, diria até mesmo muita convicção.

O meu amigo oculto é muito bonito. Êpa !!! Cuméquié Serjão ?!?! Bonito ?!?! É, eu sei que até pega mal achar um amigo bonito, mas ele é, eu posso até parecer boiola, mas eu vou fazer o quê ?!? ele é muito bonito e bota bonito nisso.

O meu amigo oculto é muito cheiroso. Êpa !!! Ôpa !!! bem, isso não quer dizer que eu viva cheirando o danado, mas que é cheiroso, lá isso ele é, e bota um bocado de cheiroso nisso.

Quando o meu amigo oculto passa, todo mundo vira o pescoço, ora se vira !, e como vira !, eu até acho que qualquer hora isso ainda vai acabar em fratura de disco cervical. Mas que a turma vira pra zoiar, lá isso vira, não há quem não vire, não sobra nem unzinho pra remédio, a turma apreceia muito zoiar o meu amigo, apreceia de montão.

E também acontece de que quando o meu amigo oculto está vindo, a galera inteira pensa a mesma coisa: — “ Mas que beleza !!! “

Ah! mas quando o meu amigo oculto está se indo, aí a galera fica em polvorosa e pensa: — “ Mas que loucura !!! “

Eu sei que alguns estão pensando que o meu amigo oculto é o Galliotto. Não, não é. Tem outros que acham que é o Don Pedrito. Não, também não é. Todo mundo sabe e já foi muito divulgado que gaúcho tem muita serventia, mas não é o caso, não é nada disso, arrenego, pé-de-pato-mangalô-tres-vez, tô fora !!!

Bem..., sem mais suspenses declaro a todos que o meu amigo oculto é

a CARLA .

Cabo Frio, 14 de Dezembro de 2007.

Sergio Santa Rita